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11 de fev. de 2011

GOD OF WAR III

Revoltado com tudo e com todos. Determinado a se vingar do mestre do Olimpo, Zeus, e de todos que interferirem no seu caminho. Uma ira que não mede esforços e que não pesa consequências. Com isso em corpo, mente e alma, mais as inseparáveis espadas gêmeas, o antiherói Kratos se une aos Titãs para provocar o caos.

A lista de games que mostra grandiosidade do início ao fim da trama já é seleta, e esse refinamento só aumenta quando se trata de uma sequência. E o jogo mais esperado de 2010 se encaixa neste grupo de gigantes.

Aventuras épicas, proporções colossais, batalhas sangrentas e arenas totalmente improváveis são elementos à parte de God of War III. Nem tudo é o que parece, especialmente o campo de batalha. Se você estiver caminhando sobre uma floresta, não se assuste se ela começar a se mover. Prepara-se, porque é sinal de gigante na área e de que a luta está prestes a começar. Isso pode ser um tanto quanto surpreendente se você não estiver acostumado. Afinal, Kratos vai entrar em ação até quando você pensa que terá uma trégua. É o que acontece logo no início.

A trilha sonora e o som do bater entre espadas orquestra o que vem em seguida, além de acentuar o toque épico da trama.

“Zeus! Your son has returned! I bring the destruction of Olympus”.

Enquanto escala a montanha até o Olimpo, Gaia, um dos Titãs, é ferido no braço no isntante em que Kratos enfrenta uma espécie de monstro com cabeça de cavalo. A luta acaba? Não. O Titã apenas solta o braço machucado, que fica estendido no ar. O confronto segue, mas agora de cabeça para baixo.

Se God of War fosse lançado na época da Grécia Antiga, os romanos certamente aplaudiriam as aventuras de Kratos como a uma peça de teatro ou a um espetáculo no Coliseu.

Em termos gráficos, é evidente a intenção do estúdio Santa Mônica, da Sony, de extrair todo o potencial que o processamento do PS3 pode oferecer com o movimento das sombras em tempo real, o acabamento detalhado e a profundidade de cada cenário, a dispodição dos objetos na tela, além de mostrar minuciosamente os efeitos de sua espada nos inimigos. Tanto o gráfico como as cenas de lutas elevam a experiência visual do gamer ao máximo. No terceiro título da saga Kratos contra o pateão do Monte Olimpo, a mitologia vai além e explora as peculiaridades de cada deus. Kratos por si só é uma mitologia à parte, protagonizando animações inacreditavelmente brutais enquanto os botões do joystick estiverem pressionados.

A jogabilidade já é velha conhecida dos fãs da franquia do “Fantasma de Esparta”. Aliás, o modo hack ‘n’ slash, a temática do apocalipse e o modo de luta, através da combinação de combos inspirou a criação de muitos games com o mesmo estilo.

Fora o espetáculo visual e a adição de novos golpes e armas ainda mais poderosas do que as anteriores, talvez esteja na falta de inovação o maior defeito da versão que fecha a trilogia. Mas, quando a fórmula é a melhor no gênero, isso não parece fazer a menor diferença para quem já se habituou aos moldes de GoW.

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